<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983</id><updated>2011-10-24T07:28:29.705-07:00</updated><title type='text'>Blog da Mirian</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6016294191158468694</id><published>2011-08-22T16:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T17:42:08.320-07:00</updated><title type='text'>Desambiguação pela crase</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabemos que muitas disciplinas do ensino superior são ministradas pelo ensino não presencial. Essa situação é mote para um questionamento linguístico: o correto é "&lt;em&gt;ensino a distância&lt;/em&gt;" (sem acento de crase) ou "&lt;em&gt;ensino à distância&lt;/em&gt;" (com acento de crase)?&lt;br /&gt;Estamos diante de uma questão sintático-semântica, em um daqueles casos em que o usuário da língua tem de escolher, mas aqui a falta de acento estende um nevoeiro dispensável sobre a língua. O simples é pôr acento de crase em "&lt;em&gt;ensino à distância&lt;/em&gt;", por desambiguação, e podemos justificar a escolha à luz do contexto em que a expressão está inserida.&lt;br /&gt;Exemplificando: se alunos estudam&lt;em&gt; a noite&lt;/em&gt;, o objeto de estudo é a noite, mas se estudam &lt;em&gt;à noite&lt;/em&gt;, a crase está designando que, à semelhança de boa parte dos brasileiros, não têm tempo de estudar de dia e estudam &lt;em&gt;à noite.&lt;/em&gt; Mas não estudam &lt;em&gt;a noite,&lt;/em&gt; a menos que sejam astrônomos. Nem estudam a distância, a menos que sejam topógrafos. Eles estudam&lt;em&gt; à noite&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;à distância&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6016294191158468694?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6016294191158468694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/08/desambiguacao-pela-crase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6016294191158468694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6016294191158468694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/08/desambiguacao-pela-crase.html' title='Desambiguação pela crase'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-1419360920310597980</id><published>2011-08-03T07:02:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T15:56:37.388-07:00</updated><title type='text'>"De" férias ou "em" férias?</title><content type='html'>Há questões de linguagem que nunca nos dão trégua. Professores e alunos estávamos em férias ou de férias; ou ainda, seria féria ou férias?&lt;br /&gt;Há aqueles que defendem o uso de "em" e argumentam que estamos "em" algum lugar e não "de" algum lugar. Mas as duas modalidades são corretas, sendo que "de férias" é expressão que predomina. &lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade 'brincava' com as regras normativas da língua e em sua crônica "Tirar férias" optou por escrever "em férias", variante que, aos poucos, a norma culta abonou. Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se me pedirem para contar o que fiz nestas férias, direi lealmente: ignoro. Aos convites disse não, alegando estar em férias, alegação forte como a de estar ocupadíssimo(...) Nada aconteceu? O não acontecimento é a essência das férias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também de Drummond o verso corajoso "Tinha uma pedra no meio do caminho", em que consagrava uma heresia gramatical, há muito canonizada pela fala do povo: a  substituição do verbo "haver" pelo verbo "ter", no sentido de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à "féria", foi a Igreja quem impôs, ainda no século 4, a denominação de "feria" para todos os dias da semana, depois mudada para "feira". Os nomes de deuses pagãos foram substituídos pelo latim "feria" para designar os dias da semana. Domingo era a primeira "feria".&lt;br /&gt;Os "feriae", dias festivos, dedicados a alguma divindade pagã, foram depois reunidos em determinado período do ano com o fim de organizar merecidos descansos denominados "férias". A norma culta da língua determinou que "férias" é palavra plural e com ela o verbo concorda. Ex: As férias foram ótimas.&lt;br /&gt;E ontem como hoje, quando estamos "de férias", ficamos ocupadíssimos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-1419360920310597980?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/1419360920310597980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/08/de-ferias-ou-em-ferias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1419360920310597980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1419360920310597980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/08/de-ferias-ou-em-ferias.html' title='&quot;De&quot; férias ou &quot;em&quot; férias?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3107832829332541244</id><published>2011-06-01T17:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T18:05:33.554-07:00</updated><title type='text'>Woody Allen e Machado de Assis</title><content type='html'>Quem poderia imaginar que o cineasta americano Woody Allen, autor de clássicos como "Noivo Neurótico, Noiva nervosa" (1977), "Manhattan" (1979), entre dezenas de outros filmes, acabaria por reconhecer a genialidade de Machado de Assis. &lt;br /&gt;Em depoimento ao jornal inglês "The Guardian" no mês passado, Allen elegeu "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881) um dos cinco livros que mais impactaram sua carreira como diretor e comediante. O diretor, que em 2009 já havia manifestado sua admiração pelo Bruxo do Cosme Velho à imprensa brasileira, desta vez foi mais fundo nos elogios a Machado. Disse que ficou surpreso ao ver o quanto o livro mostrava-se charmoso e interessante, além de moderno e muito original.&lt;br /&gt;Não que Machado não estivesse à altura de outros autores universais, como Dostoiévski e Kafka, também admirados por Allen, mas só pelo fato de Machado ter escrito em português numa época em que a língua tinha pouca relevância internacional (meados do século 19), já era uma desvantagem. Além disso, um elogio vindo de um artista como Allen, tão centrado em sua língua e sua ilha (Manhattan), só vem corroborar  a grandeza de Machado de Assis para além das fronteiras do idioma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3107832829332541244?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3107832829332541244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/06/woody-allen-e-machado-de-assis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3107832829332541244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3107832829332541244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/06/woody-allen-e-machado-de-assis.html' title='Woody Allen e Machado de Assis'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-1698836103193199076</id><published>2011-05-28T14:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T16:11:50.930-07:00</updated><title type='text'>Titã provocador</title><content type='html'>"Senhoras e senhores,&lt;br /&gt;vão emboras, por favores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fera &lt;br /&gt;não tolera&lt;br /&gt;sofredores."&lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;                                             (A Fera, Arnaldo Antunes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos 80, quem assistia na televisão ao Cassino do Chacrinha, sentia uma certa dificuldade em escolher o mais estranho daqueles provocadores garotos Titãs cantando "Sonífera Ilha". Já naquele tempo, em que bradavam o hino dos sem-hino "a gente não só quer comida...você tem fome de quê?", e o anti-slogan "A televisão me deixou burro demais", Arnaldo Antunes também editava revistas literárias alternativas e escrevia livros que nos desafiavam a encontrar a poesia.&lt;br /&gt;Crescido no movimento concretista, Antunes pode estar titã, tribalista, iê-iê-iê e ainda ter uma agenda lotada de megashows; no entanto, cada vez mais, deixa transparecer sua verve natural de poeta. &lt;br /&gt;Efetivamente, ele é um experimentador da palavra. Entre livros, instalações e performances, suas recentes produções literárias apontam para a poesia multimídia, talvez em busca de um fio comum que una os homens e suas experiências ao universo mágico das palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-1698836103193199076?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/1698836103193199076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/05/tita-provocador_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1698836103193199076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1698836103193199076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/05/tita-provocador_28.html' title='Titã provocador'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6739472267362326492</id><published>2011-04-29T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-04-29T18:55:31.204-07:00</updated><title type='text'>O uso passional dos sufixos -ão e -inho</title><content type='html'>Nós, nativos da língua portuguesa, talvez não nos damos conta de que a nossa língua, especialmente a língua falada, é repleta de palavras aumentativas e diminutivas. &lt;br /&gt;Essa é uma das grandes diferenças do português relativamente a outras línguas: a sua facilidade em criar aumentativos e diminutivos a partir de qualquer palavra (euzinho, devagarinho, rapidão).&lt;br /&gt;Já que essas formas são tão caras  ao português é preciso derrubar o mito de que aumentativos sempre representam coisas grandes, e diminutivos, coisas pequenas. "Fogão" não é um fogo grande; "balão" não é uma bala gigante. Além desses casos extremos de aumentativos e diminutivos puramente formais, existem muitos outros (a maioria) que revelam muito menos o tamanho do objeto do que nosso estado de espírito em relação a ele. Meu "filhinho" pode ter 1,90m de altura, meu "brinquedinho" pode ser uma Ferrari, meu "cãozinho" pode ser um mastim napolitano. Em compensação, uma mulher não precisa ser alta nem gorda para ser um "mulherão".&lt;br /&gt;Às vezes, um diminutivo é aumentativo: "rapidinho" é muito rápido, "cedinho" é muito cedo, um sujeito "espertinho" é o mesmo que um "espertalhão".&lt;br /&gt;Muitas línguas não têm sufixos formadores de diminutivos ou aumentativos, ou se os têm, são poucos: é o caso do inglês, do alemão, do francês e do italiano.&lt;br /&gt;Diante desse quadro, o português mostra-se, destacadamente, como a língua que mais facilidade tem para criar e usar aumentativos e diminutivos. E, o que é mais interessante, com as mais variadas nuances de sentido, do apreço (queridinho) ao desprezo (mulherzinha); do carinho (filhão) ao ódio (bandidão). Certamente um "cochilinho" depois do almoço é altamente reparador e relaxante. E nada é mais gratificante do que torcer para o Timão, o Verdão, o Mengão...Como diríamos tudo isso na língua de Shakespeare, na de Racine, na de Dante, na de Goethe?!&lt;br /&gt;Enfim, se é verdade que as línguas podem revelar a visão de mundo dos falantes, podemos dizer que nós vemos o mundo com olhos sentimentais e compassivos. &lt;br /&gt;Aldo Bizzochi diz que esse traço de nossa língua talvez se identifique com a  cordialidade de que falou Sérgio Buarque de Holanda em "Raízes do Brasil". Mas aqui, parece que a cordialidade não se confunde com gentileza ou polidez: somos cordiais no sentido etimológico (do latim "cor,cordis") isto é, coração.&lt;br /&gt;Nossa fala é impregnada de sentimento, mesmo quando pretendemos ser neutros e objetivos, e o uso generalizado dos sufixos "ão" e "inho", que se agregam a praticamente qualquer classe gramatical, mostra o quanto somos passionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6739472267362326492?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6739472267362326492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/04/o-uso-passional-dos-sufixos-ao-e-inho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6739472267362326492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6739472267362326492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/04/o-uso-passional-dos-sufixos-ao-e-inho.html' title='O uso passional dos sufixos -ão e -inho'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-7726359206517194956</id><published>2011-04-02T19:31:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T17:30:24.733-07:00</updated><title type='text'>Os verbos que enganam</title><content type='html'>É preciso tomar cuidado ao conjugar certos verbos que são verdadeiras armadilhas para quem os usa. &lt;br /&gt;Talvez a mais complexa das dez classes gramaticais da língua, o verbo exprime e situa temporalmente ações, estados ou mudanças de estado dos seres e fenômenos da natureza. Tempo, modo, pessoa, número são os instrumentos gramaticais do verbo.&lt;br /&gt;Já que o estudo do verbo abrange um universo muito amplo, o que mais interessa aqui é deixar exemplos de formas capazes de induzir ao erro na flexão e mostrar que os verbos irregulares são os que mais provocam dificuldades na conjugação.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josué Machado cita, em artigo na revista Língua Portuguesa, um exemplo que serve para ilustrar o que foi dito.&lt;br /&gt;Ao anunciar debate televisivo, um jornal publicou: &lt;br /&gt;                         "BONNER MEDIA O PROGRAMA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops! Aqui há uma impropriedade no uso do verbo. O redator esqueceu-se de que o verbo mediar é um dos irregulares entre os regulares terminados em "iar".  É possível que o "deslize" tenha ocorrido porque há uma tendência brasileira à regularização dos verbos e à simplificação geral da língua, o que explica, em parte, o "media" do texto.&lt;br /&gt;Lembremos que há 4 verbos irregulares com final "iar": MEDIAR, ANSIAR, INCENDIAR e ODIAR. Os 4 se conjugam como odiar: odeio, medeio,anseio, incendeio. Ganham um "e" nas formas rizotônicas (tônica na raiz). &lt;br /&gt;Para lembrar esses verbos, lance mão de um recurso mnemônico: eles formam as iniciais do mês de maio:&lt;br /&gt;                                                 - Mediar&lt;br /&gt;                                                 - Ansiar&lt;br /&gt;                                                 - Incendiar &lt;br /&gt;                                                 - Odiar.&lt;br /&gt;INTERMEDIAR e REMEDIAR são derivados de MEDIAR e como ele se conjugam: intermedeio e remedeio. &lt;br /&gt;São regulares os outros verbos em iar: adiar, afiar, agenciar, arriar, comerciar, desfiar, maquiar, premiar, sentenciar etc. Dessa forma: adio, afio, agencio, arrio, comercio, desfio, maquio, premio, sentencio. &lt;br /&gt;Depois dessa repassada teórica, é hora de corrigir a manchete do jornal: &lt;br /&gt;                         "BONNER MEDEIA O PROGRAMA"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-7726359206517194956?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/7726359206517194956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/04/os-verbos-que-derrubam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/7726359206517194956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/7726359206517194956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/04/os-verbos-que-derrubam.html' title='Os verbos que enganam'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6324366805484315459</id><published>2011-03-08T17:04:00.001-08:00</published><updated>2011-03-08T18:46:21.688-08:00</updated><title type='text'>Embora X Também</title><content type='html'>Já discutimos que coesão é a conexão, a interligação, a concatenação entre as partes de um texto. Texto coeso é aquele em que os segmentos estão articulados uns com os outros. O fundamental é que o resultado seja um texto compreensível e sem vácuos, a fim de que o leitor não se sinta desamparado. É preciso que o texto flua tanto possível em harmonia para que o leitor ( ou ouvinte) não precise se esforçar para imaginar o que o autor gostaria de ter dito.&lt;br /&gt;Quanto à coerência, é a unidade do texto. Othon M. Garcia diz que &lt;em&gt;"a unidade consiste em dizer uma coisa de cada vez, omitindo-se o que não é essencial ou não se relaciona com a ideia predominante do parágrafo." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em certos contextos, coerência pode ser sinônimo de coesão. Para ilustrar o que foi colocado, observemos um recorte de um texto jornalístico relativamente recente, em que um repórter registrou, num parágrafo, sua percepção sobre um confronto entre candidatos na última campanha eleitoral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;" &lt;/em&gt;Embora&lt;em&gt; vestidos iguais para o evento, com terno escuro e gravata vermelha, eles ( os candidatos) &lt;/em&gt;também &lt;em&gt;apresentaram diferenças em relação a políticas de ação afirmativa." &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o se pode chamar de período desconexo. A primeira oração de " Embora" até "vermelha", constitui uma concessão que não se coaduna com a afirmação contida em seguida de que "eles &lt;strong&gt;também&lt;/strong&gt; apresentaram diferenças..." Ocorre que&lt;strong&gt; também&lt;/strong&gt; é um reforço do verbo ligado a "diferenças"; e " embora" é conjunção adverbial concessiva que expressa ideia contrária.&lt;br /&gt;Enfim, o redator escreveu algo com o mesmo sentido do seguinte enunciado:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Embora &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;o maxixe seja ótimo alimento, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;também&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;o jacaré não pode sentar-se por falta de traseiro.&lt;br /&gt;Pergunto: o que tem a ver uma coisa com outra?&lt;br /&gt;Ademais, vejamos: " Embora vestidos iguais..." Vestidos iguais? " Iguais", adjetivo no plural? Aqui funciona como advérbio e não poderia ser deselegantemente pluralizado. Significa "igualmente". Vestidos de modo igual, da mesma maneira, de igual maneira. Distração do repórter, mas nada que ver com coesão e coerência, embora contribua para tumultuar o texto.&lt;br /&gt;Como melhorar e tornar o texto coeso? assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;" Embora vestidos da mesma maneira para o evento, com terno escuro e gravata vermelha, eles divergiram em relação a políticas de ação afirmativa."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que com o texto acertado do ponto de vista de coesão textual, não se justifica relacionar, por meio do conectivo "embora", a vestimenta com ideias, porque os dois segmentos representam planos ou valores diferentes. Melhor teria sido citar a vestimenta de passagem, como informação claramente secundária, que nada tem a ver com o rumo do debate. Assim, sem a conjunção concessiva, agora com coerência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;" Vestidos da mesma maneira para o evento, com terno escuro e gravata vermelha, eles divergiram em relação a políticas de ação afirmativa."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CONCLUSÃO:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ao produzir um texto, devemos ser objetivos e cuidadosos: usar palavras absolutamente adequadas ao contexto, com a certeza de que efetivar a coesão significa garantir a coerência textual, ou seja, o encadeamento adequado a um texto claro e convincente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6324366805484315459?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6324366805484315459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/03/embora-x-tambem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6324366805484315459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6324366805484315459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/03/embora-x-tambem.html' title='Embora X Também'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6538855212070481115</id><published>2011-02-25T05:42:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T17:36:46.539-08:00</updated><title type='text'>Para entender a notícia</title><content type='html'>A produção de um texto, independentemente do gênero discursivo, exige muitos cuidados. Para que se obtenha um bom resultado, é fundamental que os elementos coesivos ( preposições, conjunções, advérbios, certos pronomes, palavras denotativas) sejam bem utilizados, a fim de promoverem a coerência textual. Além disso, não se deve esquecer a observância às regras de concordância nominal e verbal , de regência e de crase. É melhor evitar palavras que sejam raras ou pouco usuais, principalmente, em se tratando de textos de cunho jornalístico.&lt;br /&gt;Lembremos o verbo &lt;strong&gt;"vir",&lt;/strong&gt; que tem a forma "&lt;strong&gt;vindo&lt;/strong&gt;" tanto para o &lt;strong&gt;particípio&lt;/strong&gt; quanto para o &lt;strong&gt;gerúndio, &lt;/strong&gt;ocorrendo o mesmo com seus derivados : &lt;strong&gt;advir/advindo &lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;convir/convindo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;intervir/ intervindo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;provir/ provindo&lt;/strong&gt; e outros mais da família de "&lt;strong&gt;vir&lt;/strong&gt;" que podem gerar certa dificuldade interpretativa do texto, já que a forma verbal de gerúndio sugere ação em processo, e a forma verbal de particípio, ação já concluída.&lt;br /&gt;Exemplificando:&lt;br /&gt;Foi amplamente divulgado, em diferentes mídias, o caso do italiano Cesare Battisti, condenado na Itália pela acusação de ter mandado matar quatro pessoas. Fugiu para o Brasil e criou problemas para o governo brasileiro, que o abrigou, considerando-o perseguido político. Ao longo das discussões provocadas pela decisão, surgiu a notícia de que Carla Bruni, a mulher do presidente francês Nicolas Sarkozy, teria pedido ao então presidente Lula que não extraditasse Battisti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"(...) um grupo de apoiadores das vítimas do terrorismo na Itália acusou Bruni &lt;/em&gt;&lt;em&gt;de ter&lt;strong&gt; intervindo&lt;/strong&gt; a favor de Battisti (...)".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do particípio pouco usual do verbo " &lt;strong&gt;intervir&lt;/strong&gt;" ( intervindo, que coincide com o gerúndio), o redator escorregou na regência, usando " &lt;strong&gt;a favor&lt;/strong&gt;" em vez de " &lt;strong&gt;em favor&lt;/strong&gt;", o que teria sido mais apropriado.&lt;br /&gt;Quanto ao particípio, embora seja correto, o emprego de outro verbo mais comum, como "&lt;strong&gt;interferido&lt;/strong&gt;", talvez tivesse deixado a notícia mais clara.&lt;br /&gt;Ao elaborar um texto, é melhor não perder de vista o leitor. É ele que imprimirá o sentido do texto a partir das marcas estruturais deixadas pelo próprio texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6538855212070481115?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6538855212070481115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/02/para-entender-noticia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6538855212070481115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6538855212070481115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/02/para-entender-noticia.html' title='Para entender a notícia'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4144134998043240813</id><published>2011-02-08T07:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T08:24:15.012-08:00</updated><title type='text'>Mulheres, textos e números</title><content type='html'>A revista &lt;em&gt;Science&lt;/em&gt; publicou um estudo cujo resultado põe abaixo teorias sexistas de que as mulheres são inferiores aos homens nas ciências exatas. De acordo com a pesquisa, mulheres que estudam matemática e física tiveram um desempenho melhor nestas disciplinas quando precedidas por atividades de redação, um dado revelador de que escrever pode melhorar a autoestima das estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 399 alunos (de ambos os sexos) que participaram da pesquisa, parte deles teve de escrever sobre valores pessoais antes de começar o curso de física propriamente dito. Já a outra parte não participou de nenhuma atividade, indo direto ao curso. As mulheres do grupo que escreveu se saíram melhor na prova de física do que as do outro grupo. Entre os homens não houve diferenças significativas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4144134998043240813?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4144134998043240813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/02/mulheres-textos-e-numeros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4144134998043240813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4144134998043240813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2011/02/mulheres-textos-e-numeros.html' title='Mulheres, textos e números'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4037224263018524598</id><published>2010-10-25T11:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T16:07:31.654-07:00</updated><title type='text'>Tuitadas imortais</title><content type='html'>A &lt;strong&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/strong&gt; recebeu, em seu Chá dos Acadêmicos, três usuários do microblog &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt; que tiveram seus microcontos premiados. Os vencedores, um do Rio e dois do interior paulista, foram contemplados com dicionários entregues por "imortais" como Nélida Piñon, Arnaldo Niskier e Cícero Sandroni.&lt;br /&gt;A formalidade, porém, restringiu-se à premiação. Os microcontos vencedores, além de primarem pela concisão e informalidade típicas do microblog, marcam a abertura da ABL a uma linguagem "jovem", cuja vitrine seriam os textos veiculados por internautas em redes sociais. Participaram da competição cerca de 2.290 microcontos sobre os mais diferentes temas. Praticamente tudo era permitido, desde que não se ultrapassassem os 140 caracteres impostos pelo formato da ferramenta.&lt;br /&gt;Eis os três microcontos vencedores do concurso promovido pela ABL:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1º lugar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" &lt;strong&gt;Toda terça ia ao dentista e voltava ensolarada. Contaram ao marido sem a menor anestesia. Foi achada numa quarta, sumariamente anoitecida."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bibiana Silveira Da Pieve, Rio de Janeiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2º lugar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;" Joguei. Perdi outra vez! Joguei e perdi por meses, mas posso apostar: os dados é que estavam viciados. Somente eles, não eu."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Carla Ceres de Oliveira Capeleti, Piracicaba - S.Paulo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3º lugar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;" Não sabia ao certo onde tecer sua teia. Escolheu um cantinho da parede da cozinha. Acertou na mosca."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eryck G. S. de Magalhães, Guaratinguetá - S. Paulo &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa da &lt;strong&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/strong&gt; de se abrir às novas tecnologias em favor da literatura brasileira mostra-se bastante positiva, já que procura aproximar a tradição acadêmica da sociedade. Acrescente-se a isso, a questão dos gêneros discursivos, que devem atender às diferentes esferas de circulação e, portanto, adaptar-se às situações contextuais e midiáticas, como nesse caso, a formatos textuais, até então, inimagináveis pelos "imortais".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4037224263018524598?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4037224263018524598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/10/tuitadas-imortais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4037224263018524598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4037224263018524598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/10/tuitadas-imortais.html' title='Tuitadas imortais'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-8312488281893465654</id><published>2010-09-20T14:54:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T16:54:40.383-07:00</updated><title type='text'>Aurélio no celular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o avanço da tecnologia, não há mais espaço para argumentos contra os dicionários compactos, muitas vezes preteridos por serem pouco abrangentes em relação às edições integrais. O lançamento da versão eletrônica do dicionário &lt;em&gt;Aurélio &lt;/em&gt;para celulares rompe essa lógica ao dar conta dos 435 mil verbetes da edição completa, até então restritos a um calhamaço de páginas, que a partir de agora podem ser acessados em qualquer lugar do mundo sem a necessidade de se conectar à internet para a consulta.&lt;br /&gt;Os 435 mil verbetes compreendem locuções, definições, classes gramaticais, conjugação completa e etimologia. O aplicativo, disponível na loja virtual da &lt;em&gt;Apple&lt;/em&gt;, vem sendo bem avaliado pelos usuários, que têm demonstrado preferência pelo programa em vez das duas mil páginas da edição impressa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-8312488281893465654?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/8312488281893465654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/09/aurelio-no-celular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8312488281893465654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8312488281893465654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/09/aurelio-no-celular.html' title='Aurélio no celular'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-8561075003138614174</id><published>2010-08-28T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T12:31:54.169-07:00</updated><title type='text'>Ficha limpa do idioma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os tempos verbais podem transformar-se em armas perigosas. Explicando: com diferenças sutis entre si, os tempos verbais podem ser usados para alterar o sentido, muitas vezes, intencionalmente. É o caso que ocorreu, recentemente, no projeto de iniciativa popular que impedia a candidatura de políticos condenados pela Justiça, o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ficha Limpa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, aprovado pelo Senado em 19 de maio e sancionado pelo presidente Lula em 7 de junho. Tudo ia bem quando, depois de aprovada a lei, uma emenda de última hora alterou um tempo verbal do projeto original.&lt;br /&gt;O projeto original dizia que seriam inelegíveis os políticos que &lt;em&gt;"tenham sido condenados"&lt;/em&gt; e os que &lt;em&gt;"foram condenados"&lt;/em&gt; pela Justiça&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; isto é&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;qualquer pessoa condenada pela Justiça seria inelegível&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; No entanto, a Câmara dos Deputados, não satisfeita, atenuou o projeto, de forma que a interpretação passou a ser a de que "só os condenados &lt;strong&gt;por colegiado&lt;/strong&gt; de juízes seriam inelegíveis". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo com essa mudança, segundo alguns políticos, ainda seria necessário alterar o texto para evitar equívocos de sentido. Dessa forma, para "uniformizar o texto", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) criou emenda que alterou o tempo verbal para "&lt;em&gt;os que &lt;strong&gt;forem&lt;/strong&gt; condenados&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;O que terá pretendido o inefável senador ao mudar o tempo "&lt;em&gt;tenham sido" &lt;/em&gt;(pretérito perfeito do subjuntivo) por "forem&lt;em&gt;"&lt;/em&gt; (futuro do subjuntivo)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabemos que o subjuntivo de "&lt;em&gt;que &lt;strong&gt;forem&lt;/strong&gt; condenados&lt;/em&gt;" aponta &lt;strong&gt;hipótese&lt;/strong&gt; de que algo venha ocorrer. Na prática, deixa políticos &lt;strong&gt;já&lt;/strong&gt; condenados livres para se candidatarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao responder à&lt;em&gt; Folha de S.Paulo&lt;/em&gt; se havia feito a emenda de redação para beneficiar o deputado Paulo Maluf, também do PP, condenado por colegiado de juízes, Dornelles garantiu que não. Explicou que só quis unificar os tempos verbais porque havia divergências no texto. Então, é lícito perguntar por que não os unificou no passado " &lt;em&gt;foram&lt;/em&gt;" no lugar de " &lt;em&gt;tenham sido"? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não é o primeiro caso de mudança de português que, cosmética na superfície, transforma um texto legal; mas é o primeiro relevo eleitoral dado a um tempo verbal. Nesse caso específico, percebe-se que a troca de tempos verbais delineou implicações reveladoras do caráter do político brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito oportuno o que disse Josué Machado relativamente a esse carnaval político: &lt;em&gt;" Para que clarear o que vai tão bem na penumbra? "&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse episódio alerta-nos para as sutilezas dos sentidos construídos pelos tempos verbais. Principalmente nesse ano eleitoral, todo cuidado é pouco. Numa disputa tão acirrada como a que se anuncia, a vigilância na linguagem pode revelar-se mais que justificada.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-8561075003138614174?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/8561075003138614174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/08/ficha-limpa-do-idioma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8561075003138614174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8561075003138614174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/08/ficha-limpa-do-idioma.html' title='Ficha limpa do idioma'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-2389886634705820408</id><published>2010-06-28T15:11:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T03:18:54.087-07:00</updated><title type='text'>O tempo na narrativa</title><content type='html'>Sabemos que uma das grandes marcas do texto narrativo é o eixo da temporalidade. Dito de outra forma, toda narrativa é conduzida por uma linha temporal que pode ser sincrônica ou diacrônica; resultando, sempre, numa sucessividade de ação e reação.&lt;br /&gt;Recurso consagrado na literatura, a narração no passado divide a história entre o &lt;strong&gt;tempo&lt;/strong&gt; dos fatos e o &lt;strong&gt;tempo&lt;/strong&gt; em que eles são contados.&lt;br /&gt;Se prestarmos atenção, verificaremos que a maioria das narrativas acontece no passado. Uma voz, que pode ser de um narrador ou de um personagem, conta-nos algo que já aconteceu, não importa se há muitos anos ou há alguns segundos. Narrar no passado é recurso tão generalizado que se tornou quase imperceptível. Instintivamente já esperamos que um conto ou romance seja narrado dessa forma. Está na raiz de toda literatura como "&lt;em&gt; contação de histórias&lt;/em&gt; " a reconstituição verbal de um fato acontecido, seja real ou imaginário. Toda narração é a narração presente de um fato passado.&lt;br /&gt;Ou melhor, nem toda. É difícil rastrear quem foram os primeiros autores a contar no presente uma história fictícia. Esta forma de narrar está entrelaçada à literatura modernista que rompeu o molde tradicional de narrar nas últimas décadas do século 19. Em meados do século 20, já era um procedimento absorvido tanto pela alta literatura quanto pela literatura de massas da época.&lt;br /&gt;Vale lembrar que há também a narrativa que busca o imediatismo do cinema. Assim, temos a sensação de ver a história acontecer aqui e agora, diante dos nossos olhos. Para muitos autores do século 20, era um modo instintivamente moderno de narrar, pois parecia prometer uma fusão entre passado e presente, autor e leitor, realidade e história.&lt;br /&gt;Lembremos que Machado de Assis manipulava com maestria as duas formas de narrar (passado e presente), valendo-se do que podemos chamar de ' &lt;em&gt;autoridade de autor'&lt;/em&gt;, isto é, o poder que tem o autor de fazer o leitor seguir-lhe os passos, aceitando tudo, acreditando em tudo, confiando no jogo imaginativo que o autor lhe propõe. A grande vantagem de Machado era a de que escrevia em folhetins de jornal e se valia da cumplicidade implícita acarretada por esse meio de dialogar com o leitor. É o caso que se verifica em "&lt;em&gt;Habilidoso&lt;/em&gt;" (1885), em que emprega o senso de imediatismo, de presença, criando uma narrativa no presente do indicativo.&lt;br /&gt;Outro exemplo de narrativa que recorre ao mesmo expediente é &lt;em&gt;"Noivado&lt;/em&gt;"( 1966) de Osman Lins.&lt;br /&gt;Vale a pena revisitar esses textos, ou então conhecê-los, pois eles revelam o grau de excelência em lidar com o tempo na narrativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-2389886634705820408?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/2389886634705820408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/o-tempo-na-narrativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/2389886634705820408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/2389886634705820408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/o-tempo-na-narrativa.html' title='O tempo na narrativa'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4319425755263204919</id><published>2010-06-19T13:54:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T14:11:30.583-07:00</updated><title type='text'>Redação da UNICAMP</title><content type='html'>Estive hoje na UNICAMP para participar da&lt;em&gt; Oficina de Redação UNICAMP 2010&lt;/em&gt;, sob a responsabilidade da COMVEST ( Comissão Permanente para os Vestibulares da UNICAMP).&lt;br /&gt;Já havia combinado com meus alunos que, assim que obtivesse as informações,  estaria repassando-as. Optei por deixar, na área restrita do site da escola, uma síntese do conteúdo desse encontro. Conversaremos com mais profundidade sobre o assunto em sala de aula, esclarecendo possíveis dúvidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4319425755263204919?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4319425755263204919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/redacao-da-unicamp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4319425755263204919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4319425755263204919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/redacao-da-unicamp.html' title='Redação da UNICAMP'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4220457260214969067</id><published>2010-06-18T12:24:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T18:28:53.603-07:00</updated><title type='text'>Saramago deixa saudade</title><content type='html'>Estou triste. Meus alunos e amigos sabem que estou triste. Faleceu hoje, José Saramago, o primeiro escritor de Língua Portuguesa a receber o prêmio Nobel de Literatura em 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateu, cético e pessimista, Saramago sempre teve atuação política marcante e levantava a voz contra as injustiças, a religião constituída e os grandes poderes econômicos, que ele via como grandes doenças de nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou triste. Profundamente triste. No entanto, orgulhosa por ter perseguido por dez anos a obra de um escritor que, de uma singela aldeia de Portugal (Azinhaga), com avós analfabetos e pais humildes, mostrou ao mundo a que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;A Caverna&lt;/em&gt;, há uma passagem que pode encerrar essa postagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"(...) a não ser que esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê seja, ela, sua própria margem, e que seja sua, e apenas sua, a margem a que terá de chegar."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4220457260214969067?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4220457260214969067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/saramago-deixa-saudade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4220457260214969067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4220457260214969067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/saramago-deixa-saudade.html' title='Saramago deixa saudade'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3807316006661934175</id><published>2010-06-15T17:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T18:09:37.007-07:00</updated><title type='text'>A mentira tem pernas curtas</title><content type='html'>Será que a origem da expressão &lt;em&gt;" A mentira tem pernas curtas"&lt;/em&gt; está ligada ao pintor Toulouse-Lautrec?&lt;br /&gt;Márcio Cotrim diz que a expressão em questão leva-nos à Paris do final do século 19, época em que viveu Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa. Tinha estatura muito baixa por causa de um defeito físico que lhe atrofiara as pernas. Isso, porém, não o impediu de notabilizar-se como um dos grandes nomes da pintura universal.&lt;br /&gt;Criou um estilo conhecido como &lt;em&gt;art nouveau,&lt;/em&gt; a partir de ilustrações de cartazes retratando a esfuziante dança do &lt;em&gt;can can &lt;/em&gt;no célebre cabaré &lt;em&gt;Moulin Rouge&lt;/em&gt;, de onde era assíduo frequentador. Lá consumia o absinto, bebida então em moda por um suposto efeito alucinógeno que fascinava outros artistas daquela geração como Rimbaud, Oscar Wilde, Baudelaire e Vincent van Gogh.&lt;br /&gt;Faleceu precocemente, aos 36 anos, vitimado por sífilis e alcoolismo. Ícone da boemia parisiense, não entrou para a história apenas como grande pintor, mas também por um hábito surpreendente e pouco nobre: o de contador de lorotas, a ponto de seu talento artístico ser comparado às que ele contava em suas rodas sociais.&lt;br /&gt;Tudo isso fez surgir a expressão&lt;em&gt; "&lt;/em&gt;&lt;em&gt; a mentira tem pernas curtas."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Chega-se à conclusão de que brilhantes vocações , às vezes, convivem com censuráveis costumes morais. No caso de Lautrec, diante da genialidade do artista, são esquisitices piedosamente aceitáveis. Pecadinhos veniais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3807316006661934175?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3807316006661934175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/mentira-tem-pernas-curtas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3807316006661934175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3807316006661934175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/mentira-tem-pernas-curtas.html' title='A mentira tem pernas curtas'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6789502201508783698</id><published>2010-06-05T07:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T13:20:44.740-07:00</updated><title type='text'>Eu ou ele?</title><content type='html'>As categorias de pessoa em discursos podem servir para criar efeito de distanciamento ou proximidade. Sabemos que há três pessoas gramaticais: a 1ª indica aquele que fala; a 2ª aponta aquele com quem se fala e a 3ª denota aquele ou aquilo de que se fala.&lt;br /&gt;Num artigo publicado na &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; de 31/ 01/2010, Elio Gaspari relata que Lula teria dito: &lt;strong&gt;" O FMI chegava ao Brasil humilhando o governo, dando palpite. Se antes era o Brasil que devia ao FMI e ficava como cachorro magro com o rabo entre as pernas, agora quem &lt;em&gt;me&lt;/em&gt; deve é o FMI". &lt;/strong&gt;O articulista acrescentou o seguinte comentário: &lt;em&gt;"O FMI não deve dinheiro a Lula. Deve ao Brasil"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Gaspari reprovou o Presidente pelo fato de usar a 1ª pessoa do singular no lugar da 3ª do singular, o Brasil. Se recorrermos à teoria da discursivização de pessoa, veremos que não é o caso de o articulista da &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; lançar sua ácida observação sobre o pronunciamento de Lula.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Existem alguns mecanismos de projeção das pessoas discursivas no interior do enunciado. Mais especificamente, a operação chamada &lt;em&gt;embreagem&lt;/em&gt; pode justificar a utilização da 1ª pessoa na fala de nosso presidente.&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;embreagem &lt;/em&gt;é o retorno à estância da enunciação pelo uso de uma pessoa no lugar de outra, criando efeitos de sentido. É exatamente o que fez Lula: usou a 1ª pessoa do singular no lugar de da 3ª pessoa, criando um efeito de subjetividade, para mostrar que cabe a ele representar o Brasil.&lt;br /&gt;Um procedimento inverso é o uso da 3ª pessoa no lugar da 1ª, a fim de criar um efeito de objetividade como se a pessoa falasse de um personagem. É o que faz Pelé, por exemplo: "&lt;em&gt; É difícil carregar a fama do Pelé. As tentações são muitas. O Edson é humano e adoraria levar uma vida mais divertida, mas sabe que é o equilíbrio a base de Pelé. Os dois sabem quanto é importante não decepcionar o povo brasileiro&lt;/em&gt;" (&lt;em&gt; Veja&lt;/em&gt;, 4/3/2009)&lt;br /&gt;O plural majestático é outro caso de embreagem: " Nós, el-rei, fazemos saber que...".&lt;br /&gt;Conclusão: qualquer pessoa discursiva pode ser usada no lugar de qualquer outra para produzir efeitos de sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6789502201508783698?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6789502201508783698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/eu-ou-ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6789502201508783698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6789502201508783698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/06/eu-ou-ele.html' title='Eu ou ele?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4956128547347029802</id><published>2010-05-18T13:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T17:43:39.709-07:00</updated><title type='text'>Os tempos verbais e seus propósitos</title><content type='html'>A questão das várias possibilidades do uso semântico dos tempos verbais e seus propósitos explícitos e implícitos faz lembrar, oportunamente, uma passagem bíblica do &lt;em&gt;Livro de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Eclesiastes &lt;/em&gt;(3:1-8) "&lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; &lt;em&gt;tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu".&lt;/em&gt; Essa passagem poderia muito bem servir de abertura para uma discussão sobre o uso semântico dos verbos como um recurso indispensável para que o enunciador obtenha êxito comunicativo. Sabemos que as situações comunicativas apresentam nuances de intenção que ultrapassam a mera necessidade de marcar o tempo cronológico de uma ação: elas exigem do falante sensibilidade para perceber as circunstâncias que permeiam o ato da fala.&lt;br /&gt;Há usos de tempos verbais reveladores mais de intenções do falante do que da definição de tempo. Observemos que, ao escolher o &lt;strong&gt;presente do indicativo&lt;/strong&gt; para indicar um fato futuro, tempo presente associado a certas expressões ou outros tempos verbais, podemos denotar o desejo real de concretizar a ação em um prazo curto e certo: &lt;em&gt;"À tarde envio-lhe a correspondência".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Podemos, ainda, denotar uma intenção escamoteada de que o fato possa não ocorrer: &lt;em&gt;" Assim que eu puder, envio-lhe a correspondência."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A imprensa usa o presente do indicativo para indicar um evento no passado e faz isso para aproximar o leitor do fato: " &lt;em&gt;Time vence com facilidade e encosta no líder&lt;/em&gt;". O recurso, conhecido como &lt;strong&gt;presente histórico ou narrativo&lt;/strong&gt;, é também usado em livros didáticos: &lt;em&gt;" Em 1822, o Brasil proclama sua independência".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando desejamos expressar polidez ou casualidade num pedido ou mesmo numa ordem, não raro abrimos mão do &lt;strong&gt;imperativo&lt;/strong&gt;, substituindo-o pelo &lt;strong&gt;presente do indicativo&lt;/strong&gt; ou então pelo &lt;strong&gt;futuro do pretérito&lt;/strong&gt;: "&lt;em&gt; Você traz um cafezinho para mim, por favor" &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;"Você poderia trazer um cafezinho para mim, por favor". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Com&lt;em&gt; &lt;/em&gt;o pretérito &lt;strong&gt;imperfeito do indicativo&lt;/strong&gt;, há a possibilidade de produzir o mesmo efeito e acentuar a informalidade: &lt;em&gt;" Você podia trazer um cafezinho para mim, por favor". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esses usos semânticos tornam mais exato o efeito expressivo da mensagem e, principalmente, a intenção do falante. Além disso, o emprego desses tempos verbais gera no interlocutor uma resposta efetiva, pois permite perceber que mais do que o uso dos tempos e modos, as escolhas definem uma compreensão que pode estar nas entrelinhas.&lt;br /&gt;Os vestibulares têm usado, cada vez mais, situações do cotidiano para formular questões envolvendo o uso semântico de tempos e modos verbais. É importante, pois, muita atenção na situação comunicativa apresentada para se chegar à resposta esperada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4956128547347029802?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4956128547347029802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/05/os-tempos-verbais-e-seus-propositos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4956128547347029802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4956128547347029802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/05/os-tempos-verbais-e-seus-propositos.html' title='Os tempos verbais e seus propósitos'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3203722532938798284</id><published>2010-05-10T02:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T10:13:27.881-07:00</updated><title type='text'>Inicial maiúscula ou não?</title><content type='html'>Pelo novo acordo ortográfico, os pontos cardeais não precisam mais de inicial maiúscula. Portanto, região &lt;strong&gt;norte, sul, nordeste&lt;/strong&gt; etc. Assim como "&lt;strong&gt;estado&lt;/strong&gt;", quando divisão territorial interna de países. Só se escreverá "&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;", com maiúscula, para conceituar país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado ( &lt;em&gt;o &lt;strong&gt;Estado &lt;/strong&gt;brasileiro&lt;/em&gt;), ou o conjunto das instituições ( governo, forças armadas, funcionalismo público etc ) que controlam e administram uma nação ( &lt;em&gt;a máquina política do &lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa só confirmou a grafia estabelecida para essas palavras no acordo de 1943, o que alguns jornais e revistas ignoram, considerando importante manter "&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;", com maiúscula, ao se referir à divisão interna do país.&lt;br /&gt;Parece-me uma preocupação desnecessária, já que é quase impossível alguém confundir "&lt;strong&gt;estado de Sergipe&lt;/strong&gt;" com as várias acepções de &lt;em&gt;estado. &lt;/em&gt;Por&lt;em&gt; &lt;/em&gt;exemplo&lt;em&gt;, " o estado da matéria" ou "o estado interessante daquela senhora",&lt;/em&gt; ou ainda &lt;em&gt;"o estado lamentável daquele senhor".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É só estar atento ao contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3203722532938798284?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3203722532938798284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/05/pontos-cardeais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3203722532938798284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3203722532938798284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/05/pontos-cardeais.html' title='Inicial maiúscula ou não?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5688398162311367842</id><published>2010-04-22T17:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T18:21:12.966-07:00</updated><title type='text'>A onda dos microcontos</title><content type='html'>Você já leu microcontos ou ouviu falar deles?&lt;br /&gt;Para seguirmos à risca a definição de &lt;strong&gt;microcontos&lt;/strong&gt;, podemos dizer que são &lt;em&gt;' miniaturas literárias'&lt;/em&gt; que cabem em panfletos, filipetas, camisetas, adesivos, postes, muros, tatuagens, cartão postal, desenhos animados, instalação, música, arquitetura...e que podem ser lidas no ônibus, no metrô e...na tela do computador.&lt;br /&gt;Carlos Seabra lembra que o precursor e talvez o mais famoso microconto já produzido, do guatemalteco Augusto Monterroso, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Cuando despertó, el dinosaurio todavia estaba allí"&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá&lt;/strong&gt;), consolidou uma vertente de microliteratura, o desafio de contar algo em pouquíssimas palavras de contados toques.&lt;br /&gt;A partir da conceituação de autores, impõem-se limites precisos para os microcontos, gerando classificações:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;nanocontos &lt;/em&gt;( até 50 letras, sem contar espaços e acentos);&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;microcontos &lt;/em&gt;( até 150 toques, contando letras, espaços e pontuação);&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;minicontos &lt;/em&gt;(alguns estipulando 300 palavras; outros, 600 caracteres).&lt;br /&gt;Nada disso é muito rigoroso e depende de critérios editoriais de quem os adotou. Hoje o limite de 150 toques cabe no formato de envio de texto pelo celular, o chamado " torpedo".&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Twitter, c&lt;/em&gt;om limite é de 140 toques, mostra-se cada vez mais um difusor da microliteratura, que, provavelmente, acabará impondo este limite como padrão.&lt;br /&gt;A micronarrativa contém ingredientes do nosso tempo, a velocidade e a condensação, a possibilidade de publicação em celulares, painéis eletrônicos, rodapé de e-mails. Há neles algo dos &lt;em&gt;haicais,&lt;/em&gt; a poesia japonesa com três linhas e um total de 21 sílabas, de certa forma, com o poder de concisão destes, mas com a liberdade da prosa.&lt;br /&gt;Não sabemos ainda qual o destino do microconto: cairá no esquecimento ou no lixo? será publicado nas diferentes mídias? em folhetos de praia? blogs? azulejos?&lt;br /&gt;O que se pode dizer é que o microconto é um exercício de criatividade, síntese e algo muito divertido de escrever!&lt;br /&gt;veja mais em &lt;a href="http://www.revistalingua.com.br/"&gt;http://www.revistalingua.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5688398162311367842?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5688398162311367842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/onda-dos-microcontos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5688398162311367842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5688398162311367842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/onda-dos-microcontos.html' title='A onda dos microcontos'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-736131471959316142</id><published>2010-04-19T12:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T18:27:05.317-07:00</updated><title type='text'>Ao norte ou no norte: a escolha da preposição certa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez volto à questão da preposição, visto que observamos, com frequência, textos em que a falta de clareza no que se quer expressar é provocada pelo emprego equivocado da preposição, gerando confusão interpretativa.&lt;br /&gt;Josué Machado, em texto para a revista &lt;em&gt;Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, confirma a desatenção no emprego da preposição, exemplificando com uma passagem de um telejornal em que a moça do tempo anunciou:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;" Ao norte do Brasil, haverá chuva intensa e muito calor no período".&lt;/em&gt; A região norte do Brasil, como sabemos, é composta pelos estados de Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins.&lt;br /&gt;Ao apontar a vasta região amazônica, a moça do tempo enganou-se no uso da preposição. Não é "&lt;em&gt;ao norte"&lt;/em&gt; e, sim, &lt;em&gt;" no norte"&lt;/em&gt; do país. São diferentes não só formalmente, já que &lt;em&gt;" no norte"&lt;/em&gt; é parte integrante da própria região; &lt;em&gt;"ao norte"&lt;/em&gt; é, além da região norte, o que há fora dela. Assim, o estado do Amazonas está &lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt; região norte, pertence a ela. Já Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa estão &lt;strong&gt;ao &lt;/strong&gt;norte do Brasil, fora do Brasil.&lt;br /&gt;Portanto, muita atenção com as "&lt;em&gt; inofensivas"&lt;/em&gt; preposições.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-736131471959316142?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/736131471959316142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/ao-norte-ou-no-norte-escolha-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/736131471959316142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/736131471959316142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/ao-norte-ou-no-norte-escolha-da.html' title='Ao norte ou no norte: a escolha da preposição certa'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6748129316393713878</id><published>2010-04-11T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T05:06:19.744-07:00</updated><title type='text'>O que é ficção?</title><content type='html'>Li na revista &lt;strong&gt;LínguaPortuguesa&lt;/strong&gt; (abril de 2010)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;que o escritor Ignácio de Loyola Brandão já se queixou de que, em encontros com estudantes, mais de uma vez ocorreu de um deles perguntar se ele não escrevia "&lt;em&gt;ficção&lt;/em&gt;". Ciente da confusão que fazem entre " &lt;em&gt;ficção&lt;/em&gt; " e " &lt;em&gt;ficção científica&lt;/em&gt; ", Loyola diz que responde pacientemente que é só ou quase só o que escreve: "&lt;em&gt;ficção".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por que, então, a confusão entre o geral e o particular nesse caso?&lt;br /&gt;É importante esclarecer que as obras criadas pela fantasia humana são classificadas como &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ficção&lt;/em&gt; e caracterizam-se pela invenção de situações imaginárias, distantes ou não da realidade. &lt;em&gt;Ficção&lt;/em&gt; é simulação, fingimento.&lt;br /&gt;Talvez o advento das locadoras de filmes forçou a corrupção do significado indiscutível da palavra e houve a transformação: "&lt;em&gt;ficção&lt;/em&gt;" tornou-se sinônimo de "&lt;em&gt;ficção científica&lt;/em&gt; ". Grande número de pessoas passou a entender " &lt;em&gt;ficção &lt;/em&gt;" com esse sentido particular. É possível que as locadoras tenham feito isso para poupar espaço no aviso ou na lombada das caixinhas de filmes; em vez de " &lt;em&gt;ficção científica&lt;/em&gt; ", o redutor " &lt;em&gt;ficção&lt;/em&gt; ". E pegou.&lt;br /&gt;Atenção, portanto, para a diferença!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6748129316393713878?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6748129316393713878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/o-que-e-ficcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6748129316393713878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6748129316393713878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/04/o-que-e-ficcao.html' title='O que é ficção?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-1137269679606914734</id><published>2010-03-15T15:00:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T10:41:21.185-07:00</updated><title type='text'>Como usar os demonstrativos?</title><content type='html'>É muito comum as pessoas terem dificuldades relativamente ao emprego dos pronomes demonstrativos, já que as gramáticas apresentam excesso de regras para a aplicação desses pronomes, muitas das quais redundantes e até confusas. Na verdade, o demonstrativo tem duas funções ou usos distintos. O ideal é conhecer a única regra básica para cada demonstrativo em cada uma dessas funções.&lt;br /&gt;A primeira função é chamada de &lt;strong&gt;pragmática&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;situacional,&lt;/strong&gt; pois o pronome refere-se à situação, ao contexto em que a fala ocorre, e seu uso é paralelo e equivalente ao dos advérbios pronominais &lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;aqui"&lt;/strong&gt; ( para a 1ª pessoa), &lt;strong&gt;" aí"&lt;/strong&gt; ( para a 2ª) e &lt;strong&gt;" ali"&lt;/strong&gt; (para a 3ª).&lt;br /&gt;Assim, o uso de "&lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;" equivale, situacionalmente, ao de " &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;"; o de " &lt;strong&gt;esse&lt;/strong&gt;", ao de " &lt;strong&gt;aí&lt;/strong&gt;"; e o emprego de "&lt;strong&gt;aquele&lt;/strong&gt;", ao de " &lt;strong&gt;ali&lt;/strong&gt;". Vejamos alguns exemplos:&lt;br /&gt;Quero saber quem é &lt;strong&gt;aquela&lt;/strong&gt; jovem (&lt;strong&gt;ali&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este&lt;/strong&gt; aluno que está sentado ( &lt;strong&gt;aqui &lt;/strong&gt;), chegou atrasado à aula.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse &lt;/strong&gt;livro (&lt;strong&gt;aí&lt;/strong&gt;) é, sem dúvida, excelente.&lt;br /&gt;Dessa forma, " &lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;" refere-se ao universo &lt;strong&gt;espácio-temporal&lt;/strong&gt; do falante: "&lt;strong&gt; este&lt;/strong&gt;" relógio ( &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;) é o que estou usando ou tenho em mão; &lt;strong&gt;esta&lt;/strong&gt; sala ( &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;) é a sala em que me encontro; &lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt; momento é sinônimo de &lt;strong&gt;agora&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Esse&lt;/strong&gt;" refere-se ao universo distante do falante , mas não obrigatoriamente próximo ao do ouvinte. Ao referir-me, por exemplo, a " &lt;strong&gt;esses&lt;/strong&gt; políticos de Brasília" , não estou necessariamente apontando para o universo espácio-temporal do meu interlocutor. Mas, ao referir-me a "&lt;strong&gt; esse&lt;/strong&gt; vestido ( &lt;strong&gt;aí&lt;/strong&gt;) que você está usando", aponto para o universo do ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Aquele",&lt;/strong&gt; por sua vez, só se refere a algo distante do falante e do ouvinte: Quem é &lt;strong&gt;aquela&lt;/strong&gt; criança que vai &lt;strong&gt;ali&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;A segunda função do demonstrativo é chamada &lt;strong&gt;textual &lt;/strong&gt;ou&lt;strong&gt; sintática&lt;/strong&gt;. O demonstrativo, nessa função, refere-se ao já dito (&lt;strong&gt;anafórico&lt;/strong&gt;), ou ao que ainda será dito ( &lt;strong&gt;catafórico&lt;/strong&gt;) num texto.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;"Este"&lt;/strong&gt;, quando empregado sozinho, sem oposição, refere-se ao que ainda será dito: " O problema central é &lt;strong&gt;este&lt;/strong&gt;: falta de dinheiro.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;" &lt;strong&gt;Esse&lt;/strong&gt;" é sempre empregado sozinho, sem oposição, e refere-se sempre ao que já foi dito no texto: ' Fé, esperança e caridade - &lt;strong&gt;essas&lt;/strong&gt; são as virtudes teologais.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;"&lt;strong&gt; Aquele&lt;/strong&gt;" é usado apenas em oposição a "&lt;strong&gt;este" &lt;/strong&gt;e em referência ao já dito no texto: Marcos é estudioso, e Mariana nem tanto. &lt;strong&gt;Aquele&lt;/strong&gt; passará no vestibular, mas &lt;strong&gt;esta &lt;/strong&gt;talvez seja reprovada. Repare que nunca se deve dizer "&lt;strong&gt; esse&lt;/strong&gt;" em oposição a " &lt;strong&gt;aquele&lt;/strong&gt;".&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Essas regras têm exceções: delas excluem-se as formas cristalizadas na língua, inalteráveis, como &lt;strong&gt;" isto é"&lt;/strong&gt; ( nunca " isso é" ), "&lt;strong&gt; por isso" &lt;/strong&gt;(nunca " por isto"), &lt;strong&gt;" posto isso"&lt;/strong&gt; ( nunca " posto isto" e tampouco " isto posto") .&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-1137269679606914734?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/1137269679606914734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/03/como-usar-os-demonstrativos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1137269679606914734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1137269679606914734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/03/como-usar-os-demonstrativos.html' title='Como usar os demonstrativos?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-691292886160986598</id><published>2010-03-01T04:56:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T16:31:35.126-08:00</updated><title type='text'>As sutilezas do "mas"</title><content type='html'>Início de ano letivo: tempo de rever, exercitar e dominar as diversas modalidades redacionais. É bom lembrar que a estrutura dissertativa exige muito cuidado no uso dos elementos coesivos - os que "&lt;em&gt;costuram&lt;/em&gt;" períodos e parágrafos -, já que promovem ou não a coerência do texto.&lt;br /&gt;Atentemos à conjunção &lt;strong&gt;mas&lt;/strong&gt;, que pode realçar conclusões e marcar oposição entre sentidos diferentes.&lt;br /&gt;Nas sequências "&lt;em&gt; É loira, mas é inteligente&lt;/em&gt;" , " &lt;em&gt;É inglês, mas é caloroso&lt;/em&gt;" , " &lt;em&gt;É argentino, mas é modesto&lt;/em&gt;" , observamos que são exemplos propositalmente estereotipados e preconceituosos cujo objetivo não é a discussão de questões culturais ou ideológicas, e sim o funcionamento do "&lt;strong&gt;mas&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;Os livros didáticos costumam repetir que o "&lt;strong&gt;mas&lt;/strong&gt;" é uma conjunção adversativa que '&lt;em&gt;une&lt;/em&gt;' duas orações para formar um período composto por coordenação.&lt;br /&gt;Nos exemplos acima, a segunda oração não é uma adversativa da primeira: parece impossível que alguém sustente que &lt;em&gt;" inteligente"&lt;/em&gt; se opõe a &lt;em&gt;"loira",&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;" caloroso"&lt;/em&gt; se opõe a &lt;em&gt;"inglês"&lt;/em&gt; e que &lt;em&gt;" modesto"&lt;/em&gt; se opõe a &lt;em&gt;"argentino".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que provavelmente se pode dizer é que os três predicados se opõem a outros que estão associados (são &lt;em&gt;estereótipos)&lt;/em&gt; a loiras, a ingleses e a argentinos: loiras seriam burras, ingleses seriam frios e argentinos seriam orgulhosos.&lt;br /&gt;Dessa forma, &lt;em&gt;inteligente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;caloroso&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;modesto &lt;/em&gt;opõem-se não ao que é dito na primeira oração, mas a um &lt;em&gt;implícito &lt;/em&gt;associado a elas. O sentido expresso pelo termo "adversativa" faz sentido, claro, mas não se manifesta na superfície do dito.&lt;br /&gt;O semanticista francês Oswald Ducrot propôs uma boa explicação para o "&lt;strong&gt; mas&lt;/strong&gt;" : ele não contrasta as duas orações que une, mas opõe a segunda (ou o que se conclui dela) ao que se conclui da primeira. Observemos um exemplo bem cotidiano: " &lt;em&gt;A casa é grande, mas é cara&lt;/em&gt;". Em cultura como a nossa, o fato de a casa ser grande é um argumento para comprar ou alugar (casas grandes são valorizadas) e o fato de ela ser cara é um argumento para não comprar ou alugar. Assim, o funcionamento da conjunção &lt;strong&gt;"mas"&lt;/strong&gt; é o seguinte: opõe as conclusões implícitas e faz a segunda ser mais forte do que a primeira.&lt;br /&gt;Sírio Possenti faz uma outra sugestão em relação ao &lt;strong&gt;"mas",&lt;/strong&gt; dizendo que esta conjunção marca a oposição entre dois pontos de vista que podem ser expostos em duas orações simples, mas também podem sê-lo em dois longos trechos, já que o &lt;strong&gt;" mas"&lt;/strong&gt; é um &lt;strong&gt;marcador discursivo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, o &lt;strong&gt;"mas"&lt;/strong&gt; merece atenção em seu emprego no texto dissertativo, a fim de que contribua, efetivamente, para instaurar os sentidos previstos na argumentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-691292886160986598?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/691292886160986598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/03/as-sutilezas-do-mas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/691292886160986598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/691292886160986598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/03/as-sutilezas-do-mas.html' title='As sutilezas do &quot;mas&quot;'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4456649042070428168</id><published>2010-02-04T11:07:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T15:45:36.636-08:00</updated><title type='text'>É hora de comemorar!!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;Quanto orgulho nossos alunos aprovados nos melhores exames vestibulares do país têm-nos proporcionado!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Parabéns a vocês que ao longo do ano passado mostraram-se determinados, disciplinados, incansáveis. Um momento tão especial merece comemorações ( no plural ). Boa sorte a todos e sempre que possível venham visitar-nos. Abraços. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4456649042070428168?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4456649042070428168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/02/e-hora-de-comemorar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4456649042070428168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4456649042070428168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2010/02/e-hora-de-comemorar.html' title='É hora de comemorar!!'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-410853128504987755</id><published>2009-12-11T09:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T14:08:50.398-08:00</updated><title type='text'>As três redações da  Unicamp 2011</title><content type='html'>Achei muito oportuna a modificação prevista para o exame da &lt;em&gt;Unicamp de 2011&lt;/em&gt;, relativamente à redação. É a chance de o bom candidato mostrar sua capacidade de escrever e de expressar-se em qualquer modalidade redacional. Para tanto, é necessário conhecer bem as estruturas de cada modalidade, ler muito, ter criatividade, e treinar, e treinar, e treinar.&lt;br /&gt;Acredito que a &lt;em&gt;Unicamp&lt;/em&gt;, sempre muito atenta às situações do cotidiano e às suas implicações, vem contribuindo, significativamente, não só para a mudança de paradigma do exame vestibular, como também para a construção de uma nova forma de pensar a aquisição de conhecimento. Ponto para a &lt;em&gt;Unicamp&lt;/em&gt;, ponto para a Educação!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-410853128504987755?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/410853128504987755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/12/as-tres-redacoes-da-unicamp-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/410853128504987755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/410853128504987755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/12/as-tres-redacoes-da-unicamp-2011.html' title='As três redações da  Unicamp 2011'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6251221706776079401</id><published>2009-12-01T15:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T16:12:35.529-08:00</updated><title type='text'>Uma preposição maltratada</title><content type='html'>Sabemos que preposição é palavra invariável que relaciona dois termos de uma oração; no relacionamento, o sentido do primeiro (antecedente) é explicado pelo segundo ( consequente).&lt;br /&gt;Com a preposição &lt;strong&gt;&lt;em&gt;entre &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;ocorre o engano comum do uso indevido de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em lugar do &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; para estabelecer a relação.&lt;br /&gt;Exemplificando: " Havia entre 50 mil a 60 mil pessoas no parque." o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;entrou aí indevidamente. A relação estaria formalmente perfeita, assim: " Havia entre 50 mil &lt;strong&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 60 mil pessoas no parque."&lt;br /&gt;Portanto, a conjunção &lt;strong&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;revela-se a acompanhante mais adequada para a preposição &lt;strong&gt;&lt;em&gt;entre&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Fica aqui a sugestão: jamais usar " entre uma coisa &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;outra" e, sim,&lt;br /&gt;" entre uma coisa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; outra".&lt;br /&gt;Cecília Meireles dá-nos a pista para essa questão nos versos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                    Entre esta porta &lt;strong&gt;e &lt;/strong&gt;esta ponte, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                    fica o mistério parado.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6251221706776079401?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6251221706776079401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/12/uma-preposicao-maltratada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6251221706776079401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6251221706776079401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/12/uma-preposicao-maltratada.html' title='Uma preposição maltratada'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-1691426771994494248</id><published>2009-11-21T16:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T16:13:38.760-08:00</updated><title type='text'>Muita sorte!!!</title><content type='html'>Aos meus alunos: sorte, muita sorte e força para vencer mais um obstáculo de suas vidas, isto é, FUVEST. Estarei torcendo por vocês. Não poderia deixá-los sem beijinhos em seus corações e muiiitos abraços, Mirian.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-1691426771994494248?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/1691426771994494248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/muita-sorte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1691426771994494248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/1691426771994494248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/muita-sorte.html' title='Muita sorte!!!'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4187234427164108552</id><published>2009-11-15T13:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T06:43:08.475-08:00</updated><title type='text'>" Gerações" - Unicamp</title><content type='html'>A primeira fase da &lt;em&gt;Unicamp &lt;/em&gt;elegeu &lt;strong&gt;Gerações&lt;/strong&gt; como tema geral. Relativamente à redação, propuseram-se três recortes desse tema.&lt;br /&gt;Mais uma vez, suspirei aliviada, já que, neste ano, as propostas de redação de nossa apostila contemplaram, de certa forma, alguns temas recorrentes ao da proposta da &lt;em&gt;Unicamp&lt;/em&gt;. Acredito que nossos alunos conseguiram sair-se bem.&lt;br /&gt;Àqueles que não fizeram o vestibular da &lt;em&gt;Unicamp&lt;/em&gt;, sugiro que conheçam a proposta e façam a redação na modalidade dissertativa (principalmente para os alunos que terão &lt;em&gt;Fuvest&lt;/em&gt; pela frente).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4187234427164108552?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4187234427164108552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/geracoes-unicamp.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4187234427164108552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4187234427164108552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/geracoes-unicamp.html' title='&quot; Gerações&quot; - Unicamp'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3549375664998267630</id><published>2009-11-01T08:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T05:40:45.859-08:00</updated><title type='text'>Virada Russa</title><content type='html'>A vanguarda russa na coleção do &lt;em&gt;Museu Estatal Russo de São Petersburgo&lt;/em&gt; pode ser apreciada em São Paulo. Vale muito a pena ir ao &lt;em&gt;Centro Cultural Banco do Brasil&lt;/em&gt; e verificar.&lt;br /&gt;A exposição &lt;strong&gt;Virada Russa&lt;/strong&gt; está dedicada a mostrar movimentos artísticos transgressores do início do século XX , mais especificamente, no contexto da Revolução Russa em que os gestos dos vanguardistas russos assumem uma dimensão ainda mais extraordinária, pelo fato de emergirem de um cenário histórico em que a urgência das mudanças polarizava todos os setores da sociedade, ávida por transformações.&lt;br /&gt;Nesse cenário, dialogam obras representativas de gênios como &lt;em&gt;Wassily Kandinsky&lt;/em&gt; ( 1866-1944 ), um dos precursores do abstracionismo, &lt;em&gt;Mac Chagall&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Pavel Filónov&lt;/em&gt;, autor de poderosas telas de inflexão cubista.&lt;br /&gt;Mas é &lt;em&gt;Kazimir Maliévitch&lt;/em&gt; o artista homenageado em &lt;strong&gt;Virada Russa&lt;/strong&gt;, talvez por ser o que reflita o espírito de vanguarda de modo mais significativo.&lt;br /&gt;Sem dúvida, &lt;strong&gt;Virada Russa&lt;/strong&gt; é a maior e mais significativa exposição já realizada no Brasil sobre as vanguardas russas, com um acervo até então apenas acolhido por grandes museus da Europa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Centro Cultural Banco do Brasil&lt;/em&gt; fica na rua &lt;em&gt;Álvares Penteado&lt;/em&gt;, 112, centro. A exposição vai até 15 de novembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3549375664998267630?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3549375664998267630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/virada-russa.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3549375664998267630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3549375664998267630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/11/virada-russa.html' title='Virada Russa'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3602376346273469213</id><published>2009-10-28T09:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T12:27:03.454-07:00</updated><title type='text'>Qual a lógica da pontuação?</title><content type='html'>A dificuldade com a pontuação é democrática : milhões de brasileiros compartilham da mesma agrura.&lt;br /&gt;O problema ( ou solução ) da pontuação é sintático. Quando fazemos a escolha das palavras e expressões que comporão a rede do texto, precisamos lançar mão de uma lógica de pontuação, para que cada oração, ou elemento a destacar, diga realmente o que tem a dizer. Um erro de pontuação pode pôr tudo a perder.&lt;br /&gt;Assim, para pontuar corretamente, é preciso reconhecer a estrutura sintática do texto. Se você sabe qual é o sujeito, o objeto direto, o objeto indireto, o agente da passiva e tantas outras funções sintáticas numa oração, não cometerá erros de pontuação, como, por exemplo, separar com a vírgula o sujeito de seu verbo; o objeto direto do verbo que ele completa etc.&lt;br /&gt;Pontuação é realmente uma lógica e até uma logística sintática. Não se jogam no texto, aleatoriamente, vírgulas para lá, dois pontos para cá, como se fossem temperos de salada.&lt;br /&gt;Observamos que as grandes dificuldades se concentram no uso da vírgula. Numa perspectiva mais panorâmica, é correto dizer que há um uso sintático e um uso individual da vírgula. Este seria mais uma espécie de tentativa de embelezamento do texto ou de enfoques pessoais, destacando-se, por exemplo, elementos enfáticos ou que deem maior elegância ao enunciado. Já o uso sintático, em princípio, marca elementos do texto que atuam no campo semântico e tende, portanto, a garantir que esses elementos sejam portadores da mensagem que o enunciador pretendeu evidenciar.&lt;br /&gt;Vamos a alguns exemplos de um e de outro uso:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uso estilístico&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talvez, &lt;/strong&gt;eu tenha esclarecido a dúvida do aluno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje, &lt;/strong&gt;escreverei sobre outro assunto.&lt;br /&gt;Separar pela vírgula esses advérbios &lt;strong&gt;Talvez &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Hoje&lt;/strong&gt; é uma questão de estilo individual e não obrigatória. As orações ficariam corretas com ou sem vírgulas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uso sintático&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Repare: " O candidato falou &lt;strong&gt;naturalmente&lt;/strong&gt;." e " O candidato falou&lt;strong&gt;, naturalmente&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;Veja como o emprego da vírgula faz com que as mensagens sejam diferentes. No primeiro caso, exprime-se que o candidato falou com naturalidade; no segundo, ao se colocar a vírgula, passa-se a mensagem afirmativa de que é óbvio que o candidato falou. É tão forte a diferença de mensagem que, no primeiro caso, &lt;strong&gt;naturalmente &lt;/strong&gt;é advérbio de modo; no segundo, advérbio de afirmação. Não usar a vírgula aqui corresponde a deixar de transmitir o que se quer.&lt;br /&gt;Há casos corriqueiros e obrigatórios do uso da vírgula, como separar o local da data ( São Paulo, 21 de maio...), o vocativo ( João, venha aqui!) etc., portanto, de emprego prático ou normativo. Em outra ocasião apresentarei mais alguns comentários a respeito da pontuação.&lt;br /&gt;Fica aqui minha sugestão: sempre que recorrer aos sinais de pontuação, certifique-se de que eles estejam contribuindo, efetivamente, para a produção de sentido que você pretendeu dar a seu texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3602376346273469213?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3602376346273469213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/qual-logica-da-pontuacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3602376346273469213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3602376346273469213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/qual-logica-da-pontuacao.html' title='Qual a lógica da pontuação?'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-2268186410724554402</id><published>2009-10-21T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T17:58:23.430-07:00</updated><title type='text'>Laboratório Gramatical</title><content type='html'>&lt;span style="color:#330099;"&gt;Contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa, as regras (as leis) que regem a língua podem ser testadas. Sírio Possenti mostra-nos que isso é possível da mesma maneira que se aplicam as regras da Física e da Química, em certo sentido, isto é, mudando-se uma das variáveis em um experimento qualquer, o resultado poderá ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Consideremos, por exemplo, o caso dos chamados &lt;strong&gt;adjetivos com função de advérbio&lt;/strong&gt;, em exemplos como &lt;em&gt;Ele anda rápido&lt;/em&gt;. Em aula, o professor pode querer convencer o aluno de que "rápido" aqui é advérbio ( &lt;em&gt;com função de adjunto adverbial e não de predicativo do sujeito&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;É perfeitamente possível provar que se trata de um advérbio. Para tanto, basta alterar uma variável. O procedimento é simples. Se for predicativo do sujeito, "rápido" concorda com o sujeito. Dado que esse exemplo é como é, o teste é inútil, porque tanto se pode dizer que "rápido" concorda com "ele" quanto que é um advérbio, porque é invariável. O teste consiste, pois, em mudar o sujeito. Em vez de "ele", tente-se com "ela" ou com "eles". Se o sujeito for assim alterado, o resultado será:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Ela anda rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Eles andam rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Nesses casos, se houvesse concordância, ela seria visível:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Ela anda rápida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Eles andam rápidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Claro essas orações são do português. Mas o teste exige que se mude uma variável de cada vez, para não perder o controle do experimento. Para tanto, a mudança do sujeito não pode ser acompanhada da mudança de sentido do verbo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;No primeiro caso, quando "rápido" não se flexiona, "andar" significa 'caminhar', 'deslocar-se'. No segundo, quando se trata de predicativos do sujeito, "andar" denota um estado (dela ou deles) - e "anda rápido" pode ser parafraseado por "está(ão) rápida(os)".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Também pode-se testar a função de 'rápido' substituindo por "rapidamente". É outra forma de mostrar que se trata de um advérbio, mas ela é menos evidente, depende mais da intuição do que da demonstração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Assim, construir (ou estudar) uma gramática não é apenas aceitar que determinada construção tem um valor ( certo, por exemplo), e que outra tem outro ( errado, digamos). Trata-se de uma atividade de conhecimento muito semelhante à produzida em outros campos, mesmo os chamados tradicionalmente de científicos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;As gramáticas são teorias da língua e, eventualmente, para compreendê-las ou construí-las, é necessário eliminar o senso comum.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-2268186410724554402?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/2268186410724554402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/laboratorio-gramatical.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/2268186410724554402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/2268186410724554402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/laboratorio-gramatical.html' title='Laboratório Gramatical'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-454322718459982191</id><published>2009-10-12T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T17:58:45.410-07:00</updated><title type='text'>Passarinho verde</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;A origem da expressão, segundo Márcio Cotrim, é aplicada aos apaixonados. &lt;em&gt;" Ver passarinho verde"&lt;/em&gt; lembra aquelas pessoas que, sem nenhum motivo aparente, demonstram exagerada alegria. De fato, verde é a cor da esperança - mas e daí? O que o passarinho tem a ver com isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;A ave em questão é o periquito, que, antigamente, era muito usado para carregar em seu bico mensagens entre casais apaixonados. Assim, avistar o delicado animalzinho seria, por assim dizer, equivalente a localizar o portador dos segredos amorosos; ou ainda, a visão daquele que alimenta nossa deliciosa expectativa de boas notícias em relação ao ser amado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Sabe-se que esse tipo de relacionamento foi objeto de uma famosa lenda, segundo a qual as moças avisavam os namorados sobre o envio de cartas de amor, colocando um periquito perto da grade da janela. Hoje, esse ato tão lírico e romântico caiu em desuso no bruto e insensível mundo em que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nesse mundo, porém - e felizmente -, ainda sobram pequenas frestas de ternura. São elas que nos estimulam a não perder as esperanças por completo no que diz respeito a esse sentimento.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Afinal, como todos nós sabemos, a esperança é a última que morre, mas também a primeira que nasce...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-454322718459982191?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/454322718459982191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/passarinho-verde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/454322718459982191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/454322718459982191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/passarinho-verde.html' title='Passarinho verde'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-7931179145062205037</id><published>2009-10-05T18:31:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T19:25:20.468-07:00</updated><title type='text'>Quando a crase muda o sentido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Em artigo recentemente publicado na revista &lt;em&gt;Língua Portuguesa, &lt;/em&gt;Luiz Costa Pereira Júnior comenta alguns tópicos de uso de crase que merecem nossa atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Sabemos que o uso da crase costuma desconcertar muita gente, mas se pensarmos em uma função, dentre muitas, de desambiguizar certas construções, aceitaremos que conhecer alguns casos previstos pela norma culta da língua ajudarão o nosso cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;O acento grave (`) no&lt;strong&gt; a &lt;/strong&gt;tem duas aplicações distintas: a primeira, sinalizar uma fusão de&lt;strong&gt; a&lt;/strong&gt; ( artigo)&lt;strong&gt; + a &lt;/strong&gt;preposição; a segunda, evitar ambiguidade, sinalizando a preposição &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; em expressões de circunstância com substantivo feminino singular, em que indica que não se deve confundi-la com o artigo &lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; Ex: &lt;em&gt;" Dilma Rousseff depôs à CPI."&lt;/em&gt; Sem a crase, a frase hipotética se revela ambígua: Dilma destituiu a comissão parlamentar de inquérito ou apenas deu depoimento à comissão? O sinal da crase tira a dúvida.&lt;br /&gt;Por isso, a crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza.&lt;br /&gt;Muitas frases em que a preposição indica circunstância ( instrumento, meio etc.) em sequências do tipo " preposição &lt;strong&gt;a +&lt;/strong&gt; substantivo singular", podem dificultar a interpretação por parte do leitor ou ouvinte. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Vejamos alguns exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido da frase: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Cheirar a gasolina (aspirar) X cheirar à gasolina ( feder a).&lt;br /&gt;A moça correu as cortinas ( percorrer) X A moça percorreu à cortina (seguiu em direção a ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;O homem pinta a máquina (usa pincel nela) X O homem pinta à máquina ( usa a máquina para pintar).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Referia-se a outra mulher ( conversava com ela ) X Referia-se à outra mulher ( falava dela).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Fiz aqui um recorte do assunto, para sugerir que, em crase, a intuição e a generalização de exemplos concretos podem ser mais efetivas que a " decoreba" de regras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Se intuímos a regra básica de que só se usa crase diante de palavras femininas quando há a preposição seguida de um artigo, evitamos ocorrências como " à 80 km", " à correr" ou " à Pedro". Afinal, nunca pensamos em crase com palavras masculinas ou verbos: daí não haver em "a lápis", " a contragosto", " a custo ".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Se lembrarmos que a crase serve para eliminar a ambiguidade, também evitamos tirar o acento indicador da crase em contextos que pedem, por exemplo, " à beira", " à boca miúda", " à caça". Acredito que assim fica muito mais fácil pensar em crase - um assunto que pode tirar o sono de muita gente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-7931179145062205037?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/7931179145062205037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/quando-crase-muda-o-sentido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/7931179145062205037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/7931179145062205037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/10/quando-crase-muda-o-sentido.html' title='Quando a crase muda o sentido'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-4860077425997243918</id><published>2009-09-30T18:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T19:22:38.528-07:00</updated><title type='text'>A redação ideal para o ENEM</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;O momento ansiosamente esperado está chegando. Finalmente, no próximo final de semana o ENEM mostra sua cara! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Aí vai minha sugestão para uma redação que se aproxima da idealizada pelo ENEM: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- a temática mais voltada para o social propõe abordagens como violência, política e educação. O candidato não pode se esquecer dos cinco conceitos explorados na prova objetiva, que, justamente, são os principais pontos que diferenciam essa prova das demais;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- ainda que tenha uma estrutura semelhante às redações de outros vestibulares, o texto a ser redigido na prova do ENEM exige raciocínio mais homogêneo e completo, isto é, o aluno deve saber perceber os acontecimentos como um todo, não como informações isoladas; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- quanto ao domínio da linguagem, aplicada à redação, significa fazer uso da norma culta da língua, já que serão cobrados alguns aspectos linguísticos, tais como concordância verbal e nominal, pontuação, ortografia e acentuação;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- é fundamental compreender a proposta e aplicar conceitos conhecidos para desenvolver o tema. Para isso, o candidato deve saber selecionar e hierarquizar o seu conhecimento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- é preciso saber construir um argumento consistente e defender um ponto de vista;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;- ao desenvolver o tema apresentado, o candidato deve incluí-lo num contexto de diversidade cultural e respeito aos valores humanos e apresentar propostas de intervenção solidária efetiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Em síntese, o que o ENEM espera do candidato é que ele se mostre um cidadão que reflete sobre os problemas que afetam a sociedade, e, portanto, desenvolva uma opinião e aponte soluções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;em&gt;Boa sorte a todos. E.. beijos em seus corações.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-4860077425997243918?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/4860077425997243918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/redacao-ideal-para-o-enem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4860077425997243918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/4860077425997243918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/redacao-ideal-para-o-enem.html' title='A redação ideal para o ENEM'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6372845941395758021</id><published>2009-09-26T12:35:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T13:26:15.934-07:00</updated><title type='text'>Sentido desigual</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Devemos estar atentos às diferenças de sentido entre adjetivos que, às vezes, se confundem. Vejamos: a palavra &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt; nem sempre é bom sinônimo de &lt;em&gt;comum&lt;/em&gt;. Em algumas situações há sutil diferença de sentido. Até porque não há sinonímia perfeita, sabemos todos. &lt;em&gt;Normal&lt;/em&gt; é aquilo que está de acordo com a norma. Comum é o que pertence a todos ou a muitos igualmente.&lt;br /&gt;A qualificação &lt;em&gt;anormal&lt;/em&gt; costuma ser mais forte do que a de &lt;em&gt;incomum&lt;/em&gt;. A percepção dessa diferença não é a mesma entre os adjetivos &lt;em&gt;comum&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;normal&lt;/em&gt;. Mas cada um remete ao antônimo: &lt;em&gt;comum/incomum&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;normal/anormal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Observemos alguns exemplos de emprego indevido desses adjetivos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;É um carro de alta potência, mas serve também para um motorista normal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Em que será diferente um motorista normal de um anormal? E um comum de um incomum? O mais conveniente é usar &lt;em&gt;comum&lt;/em&gt;, motorista comum, porque &lt;em&gt;anormal&lt;/em&gt; pode-nos sugerir um de quatro braços e olho no meio da testa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Trata-se de um vinho normal&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Como será um vinho anormal? Terá 40º de teor alcoólico, em vez dos 11º a 14,5% dos comuns?Será feito de feijão fermentado? Ou custará muito caro? Como no caso anterior, melhor usar &lt;em&gt;comum,&lt;/em&gt; que o será tanto na qualidade como no preço, se não for possível explicar no que consiste a tal normalidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Ele é um aluno normal&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aluno normal? Normal no tamanho, nas dimensões, na capacidade intelectual? E se for anormal? Será um gênio com 245 de QI, ou um prejudicado com 34,5 de QI? Também aqui, melhor usar &lt;em&gt;comum&lt;/em&gt;, designando alguém que não se distingue da maioria, apesar da imprecisão do adjetivo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6372845941395758021?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6372845941395758021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/sentido-desigual.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6372845941395758021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6372845941395758021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/sentido-desigual.html' title='Sentido desigual'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5555276881066569848</id><published>2009-09-20T17:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T04:16:43.023-07:00</updated><title type='text'>Inventando o Hino Nacional</title><content type='html'>&lt;span style="color:#330099;"&gt;Nesta semana, a cantora Vanusa ressurgiu das cinzas quando interpretou, de modo inusitado, o &lt;em&gt;Hino Nacional Brasileiro&lt;/em&gt; em uma cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo. Para não esquecermos tão "memorável" momento, o vídeo do acontecimento tem corrido pela internet. A voz da cantora mostra-se arrastada, e a certa altura, atrapalha-se e mistura a letra de alguns versos de nosso hino, provocando um estranho resultado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;O que eu gostaria de registrar é o fato de que o inalcançável significado das palavras e a sonoridade que desassocia a melodia da letra transfere-nos para um universo em que a realidade se perde numa nebulosa onírica. Tal ocorrência remete-nos ao chamado &lt;em&gt;jabberwocky&lt;/em&gt;, isto é, um texto brincalhão, composto em linguagem inventada, mas parecendo real, sonora e sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Seja lá o que tenha acontecido no momento da interpretação da cantora, Vanusa perdeu a oportunidade de reconquistar um triunfal regresso, e o que se vê no vídeo é um efeito &lt;em&gt;jabberwocky&lt;/em&gt; para uma multidão de brasileiros com ouvidos destreinados para os preciosismos parnasianos em que à sonoridade das palavras, contrapõe-se um misterioso significado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Fica aqui minha sugestão: ler calmamente o &lt;em&gt;Hino Nacional Brasileiro&lt;/em&gt; e procurar entendê-lo. (é lícito recorrer ao dicionário).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5555276881066569848?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5555276881066569848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/reinvencao-do-hino-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5555276881066569848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5555276881066569848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/reinvencao-do-hino-nacional.html' title='Inventando o Hino Nacional'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-6756485870265415237</id><published>2009-09-14T15:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T18:09:41.179-07:00</updated><title type='text'>Epônimos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330033;"&gt;Os epônimos são palavras ou expressões inspiradas em nomes de pessoas. Eles são linguisticamente úteis, pois no dia a dia os usuários precisam de "ganchos" para não usar o nome completo de um indivíduo nas suas interações. O &lt;em&gt;Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, cuja nova edição foi lançada este ano pela Academia Brasileira de Letras, legitima epônimos como &lt;em&gt;" lulista"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;" lulismo "&lt;/em&gt; para descrever características ligadas à pessoa, aos simpatizantes ou à política do presidente Luiz Inácio da Silva.&lt;br /&gt;Os epônimos distinguem-se do vocabulário geral de um idioma, pois um dado usuário, num dado momento, cunha uma palavra para referir-se a um indivíduo, criando um neologismo. É um tipo de neologismo que nem os críticos mais nacionalistas teriam coragem de atacar com base na tese de invasão cultural, já que preenche uma lacuna no idioma. Assim, em vez de dizer José Serra, Guimarães Rosa ou Dante Alighieri, podemos usar &lt;em&gt;" serrista"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;"serrismo&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt; a obra rosiana"&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;" um cenário dantesco&lt;/em&gt;". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330033;"&gt;Alguns dos epônimos que foram " emprestados" de outras línguas nasceram nos tempos bíblicos ( jerimiada, salomônico, matusalênico), outros da mitologia grega (espada de Dâmocles, narcisismo) e muitos devem sua presença, na escrita, a avanços técnico-científico: &lt;em&gt;galvanismo&lt;/em&gt; ( Luigi Galvani, 1739-1798), &lt;em&gt;contador de Geiger&lt;/em&gt; ( Hans Geiger, 1882-1945), e todos eles contribuem para enriquecer o idioma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330033;"&gt;Embora a maior parte dos epônimos nos dicionários de português sejam de origem estrangeira, há os brasileiros. Nem todos se lembram do aparelho inventado por Manuel de Abreu ( 1894-1962), que fixou, por máquina fotográfica, uma imagem radioscópica para diagnosticar a existência precoce de tuberculose ou de câncer pulmonar. Muito comum nas décadas de 60 e 70, a exigência de uma &lt;em&gt;"abreugrafia"&lt;/em&gt; para a obtenção de um emprego foi suspensa nos anos 80 devido ao perigo para a saúde da radiação mesmo em pequenas doses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330033;"&gt;O estudo do epônimo é importante na língua portuguesa, pois os autores de textos literários, de crônicas e ensaios de revistas e periódicos e até os editoriais de jornais recorrem aos epônimos e às alusões clássicas, bíblicas e literárias. As expressões eponímicas são marcas do bom escritor quando usadas adequadamente num texto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#330033;"&gt;Quer saber mais: &lt;a href="http://www.revistalingua.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;www.revistalingua.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-6756485870265415237?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/6756485870265415237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/eponimos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6756485870265415237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/6756485870265415237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/eponimos.html' title='Epônimos'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3858372129100078807</id><published>2009-09-07T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T15:13:30.637-07:00</updated><title type='text'>Matisse na Pinacoteca do Estado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Está imperdível a exposição &lt;em&gt;Matisse Hoje, &lt;/em&gt;inaugurada dia 5 de setembro na &lt;em&gt;Pinacoteca do Estado&lt;/em&gt;. A exposição é montada de forma simples e traz uma mescla das diferentes fases do pintor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Matisse Hoje&lt;/em&gt; reúne 93 trabalhos - gravuras, pinturas, esculturas, desenhos e colagens - em torno da obra do célebre pintor francês Henri Matisse (1869-1954), que nunca havia ganhado uma individual no Brasil, e promete ser a mais importante exposição do ano.&lt;br /&gt;Para evitar longas filas, a sugestão é chegar cedo. Horário: das 10h às 17h30. Até 01/11.&lt;br /&gt;Vale muito a pena. Programe-se!&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Pinacoteca do Estado&lt;/em&gt; fica na praça da Luz, 2, Bom Retiro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3858372129100078807?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3858372129100078807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/matisse-na-pinacoteca-do-estado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3858372129100078807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3858372129100078807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/matisse-na-pinacoteca-do-estado.html' title='Matisse na Pinacoteca do Estado'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-8141394152509723404</id><published>2009-09-05T06:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T11:23:08.292-07:00</updated><title type='text'>Concurso Idiomaterno</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;A Secretaria de Estado da Cultura, por meio da &lt;em&gt;Poesis &lt;/em&gt;- Organização Social de Cultura e do Museu da Língua Portuguesa - promove o concurso &lt;strong&gt;Idiomaterno - uma definição para a Língua Portuguesa&lt;/strong&gt;. O objetivo é revelar e premiar as dez frases originais que melhor traduzam a língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;As frases escolhidas serão grafadas em uma parede do Museu da Língua Portuguesa&lt;span style="color:#330099;"&gt;,&lt;/span&gt; e seus autores receberão exemplares do &lt;em&gt;Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa&lt;/em&gt; da Academia Brasileira de Letras, ingressos para visitarem o MLP e um conjunto de catálogos das exposições temporárias do museu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Os trabalhos deverão ser entregues até 30 de setembro de 2009. É hora de tentar criar uma frase de efeito. Desejo-lhes boa sorte !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Regulamento nos sites&lt;/span&gt;:&lt;span style="color:#336666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;www.museudalinguaportuguesa.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.poiesis.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff9900;"&gt;www.poiesis.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-8141394152509723404?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/8141394152509723404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/concurso-idiomaterno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8141394152509723404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/8141394152509723404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/09/concurso-idiomaterno.html' title='Concurso Idiomaterno'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5492658681220825282</id><published>2009-08-30T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T18:54:22.965-07:00</updated><title type='text'>Próximo livro de Saramago: Caim</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Antes mesmo de publicar seu próximo livro &lt;em&gt;Caim,&lt;/em&gt; previsto para outubro de 2009, José Saramago está mais uma vez no centro de uma polêmica discussão que envolve os dogmas cristãos e seu trabalho de ficcionista.&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Caim,&lt;/em&gt; o autor redime o personagem bíblico do assassinato do irmão Abel e credita a Deus a autoria intelectual do crime , ao depreciar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido.&lt;br /&gt;Sabemos que Saramago é ateu confesso e que já criou grandes desafetos com a comunidade católica ao lançar e 1991, &lt;em&gt;O Evangelho Segundo Jesus Cristo&lt;/em&gt;. Ali, conta a história do filho de Deus sob a ótica mais terrena, anticlerical, humanizando Cristo ao evidenciar seu caráter frágil e vulnerável.&lt;br /&gt;Apesar de retomar o mesmo estilo feroz e iconoclasta, Saramago diz não temer ser novamente crucificado ao lançar &lt;em&gt;Caim&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Agora é só esperar o lançamento, ler e avaliar o trabalho que o exímio ficcionista ( Nobel de Literatura) conseguiu fazer, entretecendo dados bíblicos com ficção. Espero&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;que, longe de credos e crenças, seu livro seja avaliado como obra literária que efetivamente é.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5492658681220825282?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5492658681220825282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/proximo-livro-de-saramago-caim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5492658681220825282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5492658681220825282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/proximo-livro-de-saramago-caim.html' title='Próximo livro de Saramago: Caim'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5521311131838593991</id><published>2009-08-23T16:17:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T18:15:17.197-07:00</updated><title type='text'>Das relações entre língua e mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt; As gramáticas, explícita ou implicitamente, tratam das relações entre a língua e o mundo. Muitos estudiosos dedicam anos de pesquisa sobre essas relações, e Sírio Possenti é um deles. Em seu texto: &lt;em&gt;Gramática - os diversos contextos&lt;/em&gt; - apresenta um caminho extremamente didático sobre como entender essa proximidade. Apresento algumas sinalizações que julguei interessantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;É importante perceber que as relações entre língua e mundo existem, mas não são diretas. Ou seja, uma língua não reflete o mundo " &lt;em&gt;como ele é&lt;/em&gt; ". A relação é mediada pela&lt;/span&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;cultura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Podemos dizer que cada língua é uma visão de mundo particular. Esse fato se revela mais claramente no léxico do que na sintaxe. Por exemplo, os sistemas de parentesco ou os nomes das cores são bastante diversos conforme as diferentes línguas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;Mas, em alguns casos, a &lt;em&gt;concepção de mundo&lt;/em&gt; ajuda a compreender aspectos da sintaxe. Vejamos alguns exemplos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#330099;"&gt;os verbos de ação ( correr, andar, atirar etc.) , em princípio - a não ser que se trate de figuras de linguagem ( metáforas, personificações etc.) - , só podem ter sujeitos animados, ou seja, nomes que designem indivíduos ou grupos de indivíduos que concebemos como animados. Por isso, consideramos normal &lt;em&gt;O tigre perseguiu o coelho&lt;/em&gt;, mas achamos estranha *&lt;em&gt;A alface perseguiu a vaca&lt;/em&gt;. ( O * indica uma construção que não existe na língua).&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Se os verbos não admitem sujeitos de certo tipo ( por exemplo, inanimados), esse critério pode ajudar a definir, por exemplo, a classe dos &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;verbos auxiliares&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Um auxiliar não interfere na seleção de um sujeito, que é sempre feita pelo verbo principal. Assim, estranhamos &lt;em&gt;* O queijo leu Os Lusíadas,&lt;/em&gt; também estranharemos   &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;* O queijo &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;vai&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;ler Os Lusíadas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt; No entanto, se dizemos corretamente &lt;em&gt;Este queijo cheira mal&lt;/em&gt;, também diremos&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt; Este queijo &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;vai&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#330099;"&gt;cheirar mal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. &lt;span style="color:#330099;"&gt;( Observemos também que, se o verbo é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ler&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; não basta que seu sujeito seja animado; é preciso também que seja humano. Por isso, também seria estranha uma frase como &lt;em&gt;* O bezerro leu Olavo Bilac.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Usualmente, em relação aos verbos, as gramáticas e dicionários se preocupam apenas em explicitar sua&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;regência&lt;/strong&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;ou seja, o tipo de relação com seus complementos - se é direta ou indireta. Mas há outros fatores envolvidos, e estes estão até mais relacionados a &lt;strong&gt;aspectos culturais. &lt;/strong&gt;Assim, por exemplo, o objeto de um verbo como &lt;strong&gt;beber&lt;/strong&gt; é, tipicamente, uma palavra ou expressão que designa líquido. Por isso, consideramos normais frases como &lt;em&gt;Ele não bebe coca-cola de jeito nenhum&lt;/em&gt;, mas é bem provável que víssemos com alguma estranheza &lt;em&gt;* Ele não bebe carne malpassada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Quando as frases estão em ordem direta, não há dificuldade alguma em identificar sujeito e objeto&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Mas, se houver alguma inversão, pode ser que a solução esteja na consideração dos aspectos culturais. Por exemplo, a frase &lt;em&gt;O frango o cozinheiro assou&lt;/em&gt;, saberemos que o sujeito é &lt;em&gt;O cozinheiro&lt;/em&gt;, porque, tipicamente, cozinheiros assam frangos, e não o inverso. É claro que, se a frase for &lt;em&gt;O menino o cachorro matou&lt;/em&gt;, o problema é mais complicado. Sua solução deve ser procurada em outro lugar, usando outros critérios ( em outro ponto da narrativa, por exemplo), porque ambos, em princípio, podem matar e ser mortos pelo outro. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Por tudo isso, devemos estar atentos não só ao conhecimento enciclopédico, mas também às relações da língua com os aspectos culturais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5521311131838593991?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5521311131838593991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/das-relacoes-entre-lingua-e-mundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5521311131838593991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5521311131838593991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/das-relacoes-entre-lingua-e-mundo.html' title='Das relações entre língua e mundo'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5847334630620295651</id><published>2009-08-20T15:53:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T15:21:24.561-07:00</updated><title type='text'>O gerundismo " do bem "</title><content type='html'>&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É preciso combater o gerundismo, mas cuidado para não tornar marginais os usos legítimos de locuções no gerúndio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O emprego viciado de formas como " &lt;em&gt;vou estar passando o recado&lt;/em&gt; " pode estar longe de ser erradicado, já que há uma década esse fenômeno se propaga feito gripe pelo país; no entanto, o exagero do combate pode levar a distorções comunicativas, visto que não dá para condenar o uso do gerúndio sem examinar seu contexto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O uso do gerúndio é válido quando:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Se quer mostrar um futuro em relação a outro futuro: &lt;/strong&gt;" &lt;em&gt;Amanhã não posso viajar porque vou estar carimbando documentos&lt;/em&gt;" significa que vou passar o dia a carimbar. Em "&lt;em&gt;Hoje à noite, vou estar vendo novela enquanto você vê futebol&lt;/em&gt; ", temos situações diferentes feitas simultaneamente e admitem locução com gerúndio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em " Q&lt;em&gt;uando você chegar, eu vou estar dormindo&lt;/em&gt;", a ação de " dormir " é contínua e simultânea. O uso está inserido no sistema da língua. É legítimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O verbo implicar duração ou admitir repetição: &lt;/strong&gt;" Vou estar fechando o balanço da empresa" está correto, mas " vou estar enviando o documento " é estranho. É um documento só e a ação é relativamente rápida ou instantânea. Já em " Amanhã, vou estar apertando parafusos o dia todo ", a frase descreve ação contínua e repetida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Voltarei a apresentar mais casos sobre o uso do gerúndio. Até mais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Se quiser saber mais acesse: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.revistalingua.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;www.revistalingua.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5847334630620295651?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5847334630620295651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/o-gerundismo-do-bem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5847334630620295651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5847334630620295651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/o-gerundismo-do-bem.html' title='O gerundismo &quot; do bem &quot;'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-5775341055183043159</id><published>2009-08-18T19:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T19:51:32.954-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Português&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;on-line na Inglaterra: sites para intercâmbio de idiomas têm ajudado a melhorar o português dos ingleses&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Parece que o charme cosmopolita de Londres é resultado de um inglês falado misturado a dezenas de outros idiomas. Segundo o livro &lt;em&gt;Multilingual Capital,&lt;/em&gt; são falados mais de 300 idiomas na capital britânica, só entre crianças em idade escolar. O português está entre os 15 mais comuns, fato que não surpreende, já que são estimados 60 mil brasileiros por lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Uma amostra dessa realidade tupiniquim no coração da Inglaterra, e da vitalidade do idioma no ambiente londrino, está retratada no filme &lt;em&gt;Jean Charles.&lt;/em&gt; Apesar do episódio trágico, a história registra de forma quase documental o cotidiano de estrangeiros espalhados por uma cidade que conta com imigrantes de todo o mundo. Há uma febre britânica de sites de relacionamento especializados no intercâmbio de idiomas. Ao menos cinco deles criaram comunidades em que estrangeiros residentes na Inglaterra, como a comunidade brasileira, ensinam o próprio idioma em troca de aprender outras línguas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Longe de se constituir em portais de encontros, experiências on-line do gênero têm virado uma opção de aprendizado em Londres. De um meio para fazer novas amizades, surgem caminhos para a ampliação da Língua Portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-5775341055183043159?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/5775341055183043159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/portugues-on-line-na-inglaterra-sites.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5775341055183043159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/5775341055183043159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/portugues-on-line-na-inglaterra-sites.html' title=''/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-3219654181216173024</id><published>2009-08-17T04:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T07:08:17.236-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O português no ENEM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: &lt;strong&gt;As novas exigências em português e redação que podem valer vaga no ensino superior. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ver o ENEM como se fosse vestibular é um jeito de o MEC sinalizar outro tipo de formação ao ensino médio, voltada para a solução de problemas em vez de acúmulo de conteúdo. Dessa forma, o exame passa a forçar o ensino básico a trabalhar conteúdos de linguagens atuais e próximos do cotidiano do aluno, na apropriação do conhecimento voltado para uma finalidade, para seu uso social.&lt;br /&gt;A consequência direta desse raciocínio é que os critérios de avaliação de língua portuguesa e redação do ENEM seguem a tendência de medir competências e habilidades, não tanto a terminologia dominante nos estudos de gramática. Isso implicará uma avaliação que não priorize a mera identificação, decodificação, classificação e nomeação dos fenômenos e objetos estudados, mas privilegie o &lt;strong&gt;uso&lt;/strong&gt; da língua portuguesa nas mais diversas situações de comunicação, em que os elementos linguísticos, textuais, discursivos e conceituais contribuam para o raciocínio, a análise, a interpretação e as inferências do aluno.&lt;br /&gt;Nas provas objetivas, de marcar "x", não só os conhecimentos do léxico da língua portuguesa e das relações lógico-semânticas serão cobrados, como também a capacidade de realizar cálculos pragmáticos a fim de descobrir a intenção dos textos. O aluno deve dominar os vários mecanismos sintáticos e saber utilizar adequadamente os sinais de pontuação, as formas de concordância verbal e nominal, os aspectos e modos de conjugação dos verbos, elementos de referência pessoal, espacial e temporal. (Imagina-se que não serão pedidas somente as nomenclaturas desses fenômenos, mas seu funcionamento na língua).&lt;br /&gt;Já a redação deverá ser estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política. Espera-se que o candidato revele sua competência discursiva que o capacite a se constituir sujeito usuário da língua, dotado de autonomia, de reflexão, de posição responsiva.&lt;br /&gt;Os critérios para a avaliação da redação foram baseados nas cinco competências da prova objetiva ( dominar linguagens, conhecer fenômenos, enfrentar situações-problemas, construir argumentação e elaborar propostas de solução levando em conta os direitos humanos e a diversidade sociocultural).&lt;br /&gt;Atentos às sinalizações inovadoras do ENEM, é hora de redobrar nossa atenção aos estudos. Sucesso a todos!!!&lt;br /&gt;Quer saber mais : www.revistalingua.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-3219654181216173024?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/3219654181216173024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/o-portugues-no-enem-as-novas-exigencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3219654181216173024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/3219654181216173024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/o-portugues-no-enem-as-novas-exigencias.html' title=''/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5089144515387699983.post-117117810628017092</id><published>2009-08-12T15:36:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T16:00:07.478-07:00</updated><title type='text'>Visita ao MLP</title><content type='html'>Visitar o MUSEU DA  LÍNGUA PORTUGUESA - MLP - é, sem dúvida, uma atividade complementar para a vivência de nosso patrimônio linguístico. É uma oportunidade de conscientização do que é ser brasileiro e falante desta língua, de nosso berço e do mundo.&lt;br /&gt;Por tudo isso, o Colégio Argumento agendou uma visita guiada ao MLP para o dia 21 de agosto.&lt;br /&gt;Informações mais detalhadas serão dadas em sala de aula. Aguardem!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5089144515387699983-117117810628017092?l=mirianrbraga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/feeds/117117810628017092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/visita-ao-mlp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/117117810628017092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5089144515387699983/posts/default/117117810628017092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mirianrbraga.blogspot.com/2009/08/visita-ao-mlp.html' title='Visita ao MLP'/><author><name>Mirian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16137260158509800561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
